Energia por assinatura vale a pena?
Depende do desconto e do tamanho da sua conta. Um desconto de até 25% incide sobre a energia compensada, não sobre a fatura inteira: na nossa estimativa isso vira de 13% a 18% da sua conta. Abaixo de R$ 150 por mês, a taxa mínima da distribuidora consome o ganho. A conta está aberta abaixo.
Como ler esta página
Todos os valores abaixo são calculados a partir do valor da conta, da tarifa da distribuidora e do degrau do Fio B do ano — pelo mesmo motor que roda no simulador. Nenhum deles foi digitado, então eles se corrigem sozinhos quando a tarifa é reajustada ou o degrau sobe.
A conta aberta, linha por linha
O exemplo é uma residência bifásica com conta de R$ 400 por mês. Como não há estado escolhido, entra a tarifa mais cara do nosso catálogo: é o pior caso, e informar a sua praça só pode melhorar o resultado.
A conta de luz de hoje
Exemplo. No simulador você troca por quanto a sua conta veio.
R$ 400
Tarifa da distribuidora
Sem o seu estado, usamos a tarifa mais cara do nosso catálogo — escolher a praça só pode melhorar o resultado.
R$ 1,15 / kWh
Consumo estimado no mês
Arredondado para leitura. Os valores em reais abaixo saem da divisão exata.
348 kWh
Custo de disponibilidade
O mínimo que a distribuidora cobra pela rede estar à sua disposição, com créditos ou sem: 30 kWh na monofásica, 50 na bifásica, 100 na trifásica.
50 kWh
Energia que pode ser compensada
Já fora iluminação pública, bandeira e tributos, que a compensação não alcança.
298 kWh · R$ 326,50
80% — a parte que a parceira fatura
Os outros 20% são, na prática, o Fio B: a parte da energia compensada que segue com a distribuidora e que a parceira não tem como faturar.
R$ 261,20
Desconto de até 25%
R$ 783,60 em doze meses. É teto, não é garantia: a condição final vem no contrato da parceira.
R$ 65,30 por mês
A conferência dos 20%
No degrau de 2026, o Fio B cobrado sobre a energia compensada é R$ 63,62 por mês — 19,5% da energia compensada. A premissa de 20% cobre esse custo, e por isso a estimativa acima não o subtrai duas vezes.
Por que o desconto anunciado não é o desconto da sua conta
Os dois números são verdadeiros sobre coisas diferentes. O percentual do setor é desconto sobre a energia compensada; a sua conta traz, além dela, o custo de disponibilidade, a iluminação pública, a bandeira e os tributos, que a compensação não alcança.
Na conta inteira, a nossa estimativa põe isso em de 13% a 18% da sua conta. É menos do que o percentual do anúncio, e é o número que dá para conferir na fatura do mês seguinte.
A diferença entre os dois tem nome: o Fio B da Lei 14.300, que voltou a ser cobrado sobre a energia compensada e sobe todo ano. Ele não aparece com esse nome em lugar nenhum da sua fatura, e é a razão de o percentual anunciado encolher no caminho.
Quando vale, e quando não vale
Costuma valer
- Conta acima de R$ 150 por mês
- É o piso a partir do qual sobra energia compensável depois da franquia da distribuidora. Quanto maior a conta, maior a parte dela que o desconto alcança.
- Você não quer obra nem painel
- Nada é instalado, o medidor é o mesmo e a distribuidora continua no seu nome. Para quem mora de aluguel ou em apartamento, é a única forma de usar energia solar sem telhado próprio.
- Você aceita ler um contrato antes de assinar
- O ganho está no percentual e na base sobre a qual ele incide — as duas coisas ficam no contrato, e é lá que a diferença entre uma proposta boa e uma ruim aparece.
Costuma não valer
- Conta abaixo de R$ 150
- A franquia da distribuidora — 50 kWh numa ligação bifásica — consome quase toda a energia que sobraria para compensar. O desconto incide sobre muito pouco.
- Você já tem geração própria no mesmo medidor
- A unidade com painel próprio já usa a compensação, e ela não se soma. Vale análise quando a geração cobre só parte do consumo, ou para outra unidade sua, sem geração.
- Você deve mudar de endereço em breve
- O contrato acompanha a unidade consumidora, não a pessoa, e os créditos acumulados ficam presos ao medidor antigo. Fora da área da mesma empresa, a saída cai na regra de rescisão.
- A usina não tem cota livre na sua distribuidora
- A compensação depende de haver cota disponível na sua área de concessão. É a primeira coisa que conferimos, e quando não há, dizemos isso em vez de deixar você esperando.
As perguntas que vêm depois dessa
- O desconto incide sobre a conta inteira?
- Não. O desconto praticado hoje no mercado incide sobre a energia compensada — os kWh que os créditos da usina abatem do seu consumo. Custo de disponibilidade, iluminação pública, bandeira e tributos ficam de fora, e é por isso que o efeito na conta cheia é menor que o percentual anunciado.
- A conta da distribuidora zera?
- Não. A distribuidora cobra um mínimo pela rede estar à sua disposição, mesmo com créditos de sobra: 30 kWh na monofásica, 50 na bifásica, 100 na trifásica. Quem promete conta zerada está omitindo isso.
- Vou pagar duas contas por mês?
- Sim: a da distribuidora, com o que não foi compensado, e a da empresa de energia, pela energia compensada com desconto. A soma das duas é o que se compara com a conta de hoje.
- Preciso instalar alguma coisa ou trocar de distribuidora?
- Nem uma coisa nem outra. Nada é instalado no imóvel, o medidor não muda e a distribuidora continua a mesma, no nome do titular. O desconto de até 25% aparece porque parte do seu consumo passa a ser faturada pela usina, não porque o fornecimento mudou.
Mais respostas curtas em Perguntas frequentes, e o mecanismo inteiro em Como funciona.
Refaça esta conta com a sua
O exemplo acima usa R$ 400 e a tarifa mais cara do catálogo. Com o valor da sua conta e o seu estado, o número muda — e o simulador mostra as mesmas linhas.
Os outros guias
- Energia por assinatura é confiável?O que a Lei 14.300 garante, quais são os riscos reais — todos contratuais — e as cláusulas para conferir antes de assinar.
- O que é o Fio B da Lei 14.300, e quanto ele custa?Os degraus anuais do art. 27, ano a ano, e quanto cada um deles custa por mês numa conta de exemplo.